Padre Paulo Ricardo
"Você pára de fazer sexo fora do casamento e acabou a questão do preservativo. O sexo foi feito para ser usado dentro do matrimônio"
84 milhões de camisinhas. Esta é a quantidade de preservativos que o Ministério da Saúde distribuirá em todo o país durante o período do Carnaval – 26 milhões a mais que no ano passado. A iniciativa faz parte da campanha nacional contra a Aids e busca promover a ampla divulgação do assim chamado “sexo seguro”.
A realidade, porém, é outra: existe toda uma preocupação da Igreja ante a massiva e atual distorção da sexualidade humana. “O sexo está ficando cada vez menos humano”, afirma padre Paulo Ricardo, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), em entrevista concedida à equipe do cancaonova.com. O sexo – como tudo mais criado por Deus - é belo e não algo doloroso, a exemplo do que inúmeras pessoas têm experimentado em suas vidas.
cancaonova.com: Recentemente o Papa foi incluído em uma nova polêmica por parte dos meios de comunicação com relação à posição da Igreja no uso da camisinha. O senhor poderia explicar esta declaração do Papa?
Padre Paulo Ricardo: Bom, a primeira coisa é a gente esclarecer que se trata de uma longa entrevista que o Papa concedeu a um jornalista alemão. Esta entrevista foi publicada num livro intitulado “Luz do mundo”. Entre as várias perguntas desta entrevista, questionou-se a posição do Papa Bento XVI a respeito do uso do preservativo. Veja: o Papa disse claramente que o preservativo não é solução, ou seja, ele não é uma solução para a questão da Aids. O que nós precisamos entender como solução para esta questão é que a pessoa deve ter abstinência sexual, e depois deve ter também fidelidade e, finalmente, se “falhou a primeira” - e a pessoa não foi abstinente, - se “falhou a segunda” - e ela não foi fiel – então, vai fazer o quê? Usa o preservativo como última instância. Aí as pessoas dizem assim: “Mas por quê a Igreja não libera o preservativo e faz uma legislação clara sobre isso?” Vou fazer uma comparação para vocês entenderem do que é que se trata: o DETRAN tem normas de como eu devo guiar um veículo nas ruas, nas rodovias. É evidente que existe uma norma: você não deve guiar na contra-mão. Agora, é evidente também que o DETRAN não terá uma norma a respeito das várias modalidades em guiar o veículo na contra-mão. Por exemplo: você resolve guiar seu veículo na rodovia Presidente Dutra, a 120 km/h, na contra-mão. Os outros carros começam a desviar do seu e você está quase provocando um acidente. Daí você diz: “Poxa vida! Estou pondo a minha vida e a das outras pessoas em risco! Deixa eu reduzir a velocidade”. Então, eu que estava guiando na contra-mão a 120 km/h, agora reduzo para 20 km/h e começo a dirigir no acostamento, ainda na contra-mão. Ora, é evidente que dirigir a 20 km/h no acostamento é menos perigoso que dirigir no centro da pista, a 120 km/h, na contra-mão! Mas, não existe nenhuma lei do DETRAN que diga isso. Por quê? Porque o DETRAN não vai legislar a respeito de uma coisa que é ilegal. Seria uma loucura fazer uma legislação para aquilo que é errado. O mesmo se dá com a Igreja. Ela diz: se você não é casado, abstinência. Se você é casado, seja fiel. Essas são as duas normas da Igreja. Agora, se você não quer ser abstinente, se não quer ser fiel ao seu casamento, é evidente que, se você quer se prostituir, certamente usando a camisinha estará sendo mais responsável do que se estivesse sem ela. Mas a Igreja não dirá: pode usar a camisinha. Ela não dirá isso. Assim como o DETRAN não dirá: pode andar na contra-mão a 120 km/h. O que o DETRAN diz? Não ande na contra-mão. E a Igreja diz: não seja infiel, não seja promíscuo. Seja abstinente.
O exemplo concreto que o Papa dá nesta entrevista é o de uma pessoa que se prostitui e começa a usar a camisinha. Bento XVI afirma que este “usar a camisinha” PODE significar um primeiro passo no caminho da moralização, ou seja, é como se o Papa dissesse que a pessoa que está guiando um veículo a 120 km/h na contra-mão de uma rodovia e, de repente, resolve reduzir a velocidade e andar pelo acostamento, este ato é considerado um primeiro passo no caminho da moralização de um sujeito que está começando a ficar sensato. Mas ele ainda não ESTÁ sensato. Ele ainda não está vivendo dentro das normas da lei. Assim também como a pessoa que se prostitui e usa camisinha não está vivendo dentro das normas da Igreja, das normas de Deus, da moralidade. Ela vive uma vida imoral. Agora, se a pessoa vai viver uma vida imoral, é melhor usar o preservativo - para não sair contaminando os outros com o vírus do HIV - do que “sair por aí” prostituindo-se sem usar camisinha. Trata-se de um mal, porém uma coisa que, aos poucos, está moralizando aquela pessoa. Foi simplesmente isso que o Papa disse.
cancaonova.com: Por que a Igreja é contra o uso de preservativos?
Padre Paulo Ricardo: A Igreja não é contra o uso de preservativos. Ela é contra o sexo fora do matrimônio. É isso que as pessoas não entendem. O sexo foi feito para ser usado dentro do matrimônio. Acabou. Uma vez que você tem o matrimônio, para que vai falar de preservativo? As pessoas dizem assim: “A Igreja quer matar as pessoas! Ela quer que as pessoas façam sexo e se contaminem!” A Igreja não quer nada disso. Ela implesmente quer que as pessoas parem de fazer sexo fora do casamento. Você pára de fazer sexo fora do casamento e acabou a questão do preservativo. Então não se trata de ser contra o preservativo. Trata-se de ser contra o sexo fora do matrimônio. Um sexo que não está no vínculo do amor perfeito do matrimônio. Essa é a realidade. E uma vez que você está dentro do matrimônio, a questão do preservativo torna-se ridícula.
cancaonova.com: Quais consequências enfrentaremos, enquanto sociedade, incitando nossas crianças e jovens a começarem sua atividade sexual cada vez mais precocemente?
Padre Paulo Ricardo: A realidade é que o sexo está ficando cada vez menos humano e cada vez mais animal. A sexualidade humana é diferente da sexualidade dos animais. Quando Deus criou os animais, por exemplo, os mamíferos, Ele criou com um limite para o sexo deles chamado “período do cio”. Ou seja, quando a fêmea está no cio, eles fazem relação sexual. Quando a fêmea não está no cio, eles param. Com o ser humano Deus não deu um “período do cio”. Para o ser humano Ele deu a razão, a inteligência, a alma, o espírito. Então, para o ser humano, o sexo nunca é somente um ato irresponsável. Ele é sempre um ato onde eu estou fazendo alguma coisa espiritualmente. Desta forma, eu estou machucando-me espiritualmente – ou machucando outra pessoa espiritualmente – quando eu faço o sexo de forma irresponsável. E isso não está sendo ensinado aos jovens. Os jovens acham que ter uma relação sexual é como “comer um hambúrguer”, ou seja, uma coisa absolutamente inofensiva. Mas isto não é verdade. O sexo tem consequências. Dentro do sexo está incluída a vida de uma terceira pessoa – que é uma criança que pode nascer – em segundo lugar, está incluída a minha capacidade de amar e a capacidade da outra pessoa com a qual estou tendo a relação sexual, portanto, o centro da minha vida que é o amor. Nós viemos a esse mundo para amar. Os cães não amam. As galinhas não amam. As vacas não amam. Mas os seres humanos amam! E quando não conseguem amar ficam frustrados. Quando você pega crianças, adolescentes, e os joga no “mundo do sexo” dessa forma irresponsável, você está ferindo a alma das pessoas e as pessoas estão se tornando cada vez mais “animalizadas”, perdendo sua grandeza de alma, sua dignidade humana naquilo que é a relação sexual.
cancaonova.com: O Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, com a Unicef e a Unesco, lançou uma cartilha intitulada “Caderno das Coisas Importantes” que, dentre outras coisas, faz uma apologia à masturbação e ao sexo precoce entre adolescentes e jovens. Este material foi elaborado para ser distribuído nas escolas públicas. O que o senhor pensa disto?
Padre Paulo Ricardo: Veja, o que acontece é o seguinte: as crianças e os adolescentes precisam ser educados. E precisam ser educados para pôr um freio em seus instintos animais. Não existe somente o instinto animal do sexo. Por exemplo, existe o instinto animal de comer. E eu preciso educar meu filho a comer bem, a alimentar de uma forma sadia. Existe o instinto animal de sobrevivência. E este instinto não pode ser desregrado. Porque, do contrário, a pessoa sai por aí batendo em todo mundo e matando as pessoas, simplesmente porque a pessoa sente-se agredida. A sociedade precisa ensinar o indivíduo a colocar limite em seus instintos. Ora, esta cartilha está ensinando exatamente o contrário! Esta cartilha está dizendo: “Não tenha limites! Faça o que quiser e você será feliz!” É como se eu dissesse assim: “Coma o que você quiser e sua saúde continuará boa”. Mas isso é uma mentira! É simplesmente falso. Se você come o que quiser, acabará
prejudicando sua saúde. Se você faz o sexo que quiser, terminará fazendo mal a si mesmo e as outras pessoas. Na verdade, esta “Cartilha das Coisas Importantes” está ensinando as coisas menos importantes. Seria importante ensinar aos nossos filhos a amar. E amar significa o quê? Significa eu frear minhas vontades, meus caprichos, para então dar minha vida para o outro ser feliz. E isto essa cartilha não ensina. O ser humano não pode ter uma vida desenfreada. E se existe uma coisa importante que os nossos educadores precisariam ensinar para nossos filhos é que, se você não tiver freio, a vida vai pôr freio em você! Você quer ser feliz? Precisa então aprender a frear. Filhos e filhas que não têm freio, terminarão em desastre. E esta cartilha é a receita para o desastre em nosso país.
cancaonova.com: Padre Paulo Ricardo, muito obrigado por nos conceder esta esclarecedora entrevista. Para finalizar, peço que que o senhor deixe sua mensagem final e sua bênção aos internautas que nos acompanham.
cancaonova.com: Padre Paulo Ricardo, muito obrigado por nos conceder esta esclarecedora entrevista. Para finalizar, peço que que o senhor deixe sua mensagem final e sua bênção aos internautas que nos acompanham.
Padre Paulo Ricardo: Quando a gente trata da sexualidade, nós estamos tratando, na verdade, da nossa capacidade de amar. E a capacidade de amar significa que você não pode ser muito “espaçoso”. Se você está no banco de um automóvel, precisa dar espaço para a outra pessoa que está do seu lado. É preciso aprender a se contrair para dar espaço para o outro. Na vida, precisamos pôr freio e dar espaço para o outro ser feliz. Não podemos ensinar nossos filhos a sair por aí usando pessoas, como se elas fossem coisas. Porque é isso o que está acontecendo com esta “pseudo” educação sexual. Educar para a sexualidade é educar para o amor, educar para o limite, educar para a capacidade de eu dizer: “Não sou o centro do mundo”. Existe o centro do mundo. Mas não sou eu. O centro do mundo é Deus. Que Deus te abençoe e te faça continuar nesse caminho de aprendizado do amor, de quem sabe que tem seus limites e que precisa dar espaço para os outros e, sobretudo, para Deus. A bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre. Amém.
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A verdade sobre a Igreja
Felipe Aquino
Professor, escritor e apresentador
Infelizmente muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua História. Isto tem muito a ver com a imagem negativa que muitos professores, especialmente História, lhes passam, o que gera nos estudantes uma aversão à Igreja desde os bancos escolares. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão deturpada da Igreja. Há uma má vontade explícita contra a Igreja. Além disso há muitos mestres que se dizem ateus e querem forçar seus alunos a não acreditarem em Deus, como se a ciência fosse contra a fé, e como se um bom pesquisador não possa ser um crente em Deus.
O livro “Código da Vinci”, e depois o filme de mesmo nome, por exemplo, sem provas históricas ou científicas, aumentaram em todo o mundo, ainda mais, esta visão de que a Igreja Católica é uma Instituição corrupta, perversa, que inventou a divindade de Cristo, e que sobre este mito criou uma Instituição poderosa e dominadora, e que a custa de sangue sempre se impôs ao mundo. Nada mais errado e perverso. É hora de os jovens estudantes conhecerem o outro lado dessa “História” que é mal contada nas escolas. Hoje lhes é apresentado apenas as “sombras” da vida da Igreja, mas há uma má vontade imensa que encobre as “luzes” brilhantes de sua História de 2000 anos. Uma bem montada propaganda laicista no mundo anti-Igreja Católica, envenena os jovens e os joga contra a ela.
Muitos jovens não sabem que foi a Igreja quem salvou e moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa. Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo. Foi esta civilização moderna, gerada no bojo do Cristianismo que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte, da Música, da Arquitetura, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, as universidades, as maravilhosas Catedrais e muitos outros dons que nos fazem reconhecer em nossa Civilização a mais bela e poderosa civilização da História.
Foram os monges da Igreja que preservaram a herança literária do mundo Antigo após a queda de Roma diante dos bárbaros em 476. Reginald Grégoire (1985) afirma que os monges deram “a toda a Europa... uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, ... uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monaquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”.
E a responsável por tudo isto foi a Igreja Católica, diz o historiador americano Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard, nos EUA. Ele afirma que: “Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”.
Foi a Igreja quem humanizou o Ocidente insistindo na sociabilidade de cada pessoa humana. Mas infelizmente tudo isto é silenciado pelos que não gostam de Deus e da Igreja; por isso, é essencial recuperar esta verdade intencionalmente escondida e abafada. É dito aos jovens, mentirosamente, que a História da Igreja é uma história de ignorância, repressão, atraso e estagnação, quando a realidade é exatamente o contrário, como têm mostrado muitos historiadores modernos. Na verdade a Igreja soube aproveitar o que há de bom na civilização grega e romana, não as desprezou, e soube com os valores cristãos transformar a Europa bárbara num continente educado e desenvolvido.
É preciso saber distinguir entre a “Pessoa” da Igreja, fundada por Cristo, divina, santa, e as “pessoas” da Igreja que são seus filhos, santos e pecadores. Muito se exagera, por exemplo, sobre a Inquisição e as Cruzadas; e se quer analisá-las fora do contexto da época. Isto é um absurdo histórico; ninguém pode entender um fato fora do seu contexto moral, social, psicológico, religioso, etc., da época. Um texto retirado do contexto se torna pretexto; e neste caso para se atacar, denegrir e tentar destruir a Igreja Católica, como se ela fosse vencível neste mundo.
Muitos, mal informados, pensam que centenas de anos antes da época do Renascimento (séc.XVI), a Idade Média, foi um tempo de ignorância e repressão intelectual, sem brilho, como se fosse um tempo negro onde se imperou somente a superstição e a magia, como se em nome de Jesus Cristo, a ciência e o progresso fossem banidos. Nada mais errado. A Idade média cristã foi, na verdade, um tempo de grande desenvolvimento religioso, cultural e artístico.
Muitos historiadores de renome e atuais, como A.C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Alvin Schmidt, Robert Phillips, Kenneth Pennington, Daniel Rops, Joseph Needhem, Charles Montalembert, Joseph Mac Donnell, Phillip Hughes, David Knowles, William Lecky, Harold Broad, Michel Davies, Jean Gimpel e muitos outros, estão mostrando ao mundo a grande contribuição da Igreja para o desenvolvimento de nossa atual Civilização.
Muitos cientistas foram padres. Pe. Nicholas Steno, é considerado o “pai da geologia”; o padre Athanasius Keicher é o “pai da egiptologia”; o Pe. Giambattista Riccioli foi o primeiro a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre. O Pe Rober Boscovitch é considerado o pai da moderna teoria atômica e foi o Pe. George Lamaitre quem descobriu o Big Bang. Os padres jesuítas se dedicavam tanto ao estudo dos terremotos que a sismologia veio a ser conhecida como a “ciência Jesuítica”. Trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos jesuítas.
J. L. Heilbron (1999), da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que:
“A Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos do que qualquer outra instituição”. T. Woods afirma que “o verdadeiro papel da Igreja no desenvolvimento da ciência moderna permanece um dos mais bem guardados segredos da história moderna”.
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Aborto, um pecado
O aborto é definitivamente errado. Abortar é tirar a vida de um ser humano, pois a Bíblia mostra que a vida começa na concepção. Deus nos forma quando estamos ainda no ventre da nossa mãe ("Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe." Sl 139.13). O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo foram chamados por Deus antes deles terem nascido ("Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações." Jr 1.5; "Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo." Gl 1.15). João Batista pulou no ventre de sua mãe quando a voz de Maria, a mãe do Senhor, foi ouvida ("Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga." Lc 1.44). Obviamente, as crianças já no ventre têm uma identidade espiritual.
Desde o momento da concepção, há um progresso de desenvolvimento até chegarmos à idade adulta. Deus condenou os israelitas que estavam oferecendo seus filhos ao deus pagão Moloque. Tais crianças eram queimadas nas chamas de sacrifício ("Se um israelita ou um estrangeiro que vive no meio do povo de Israel separar um dos seus filhos para servir o deus Moloque, ele deverá ser morto a pedradas pelo povo." Lv 20.2), oferecidos a um deus de sensualidade e conveniência. O mesmo está ocorrendo hoje e, agindo dessa maneira, nós estamos dizendo que o seres humanos não têm nenhum valor. Essa é uma marca terrível de nossa sociedade.
A Bíblia não é mais especifica na questão do aborto, porque tal prática teria sido algo impensável ao povo de Deus. Por exemplo, quando Israel estava no Egito, um cruel Faraó forçou os israelitas a matarem seus bebês recém-nascidos. Na Bíblia isso é visto como o tipo mais cruel de opressão ("O rei do Egito deu a Sifrá e a Puá, que eram parteiras das mulheres israelitas, a seguinte ordem:—Quando vocês forem ajudar as mulheres israelitas nos seus partos, façam o seguinte: se nascer um menino, matem; mas, se nascer uma menina, deixem que viva. Porém as parteiras temiam a Deus e não fizeram o que o rei do Egito havia mandado. Pelo contrário, deixaram que os meninos vivessem. Então o rei mandou chamar as parteiras e perguntou: —Por que vocês estão fazendo isso? Por que estão deixando que os meninos vivam? Elas responderam: —É que as mulheres israelitas não são como as egípcias. Elas dão à luz com facilidade, e as crianças nascem antes que a parteira chegue. As parteiras temiam a Deus, e por isso ele foi bom para elas e fez com que tivessem as suas próprias famílias. E o povo de Israel aumentou e se tornou muito forte. Então o rei deu a seguinte ordem a todo o seu povo: —Joguem no rio Nilo todos os meninos israelitas que nascerem, mas deixem que todas as meninas vivam." Ex 1.15-22). A idéia de matar seus próprios filhos teria sido uma anátema aos hebreus. Por todo o Antigo Testamento, as mulheres ansiavam por ter filhos. Os filhos eram considerados um dom de Deus. As mulheres oravam para não serem estéreis. Como poderia uma mulher justa se voltar contra seus próprios filhos para destruí-los? O aborto não é somente impensável, como também é a pior das barbaridades pagãs.
Aborto, o que a Bíblia diz?
No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também, das mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregada com freqüência para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não havia nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também nos informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando "filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra geber para descrever sua concepção: "Foi concebido um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]". Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente utilizado para traduzir a idéia de um "homem", um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó 3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida ("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros e príncipes.
Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que Deus não faz distinção entre vida em potencial e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja, entre uma criança ainda não nascida no ventre materno em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.
E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário (desde a nidação até as primeiras semanas de vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado" numa miniatura de ser humano. Sabemos hoje que o embrião é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas. Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).
Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?"
Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste".
O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer".
O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe".
Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão no ventre materno.
Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas 1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como pessoas. Não há outra conclusão possível. Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente, que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".[1]
À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia ensina que, em última análise, as pessoas pertencem a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.
E se você já fez um aborto?
Você já fez um aborto? Onde quer que se encontre, queremos que você saiba que o perdão genuíno e a paz interior são possíveis, e que uma verdadeira libertação do passado pode ser experimentada.
Deus é um Deus perdoador:
"Porém tu [és]... Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em bondade" (Neemias 9.17b).
"Pois tu, SENHOR, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Salmo 86.5).
Aliás, Deus não apenas perdoa, Ele, de fato, "esquece":
"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro" (Isaías 43.25).
Você poderá encontrar perdão agora mesmo simplesmente colocando sua confiança em Jesus Cristo. Você pode confiar nEle, virando as costas para os caminhos que você tem seguido, reconhecendo e confessando seus pecados a Ele, e voltando-se para Cristo com a confiança de que através do Seu poder, Ele haverá de lhe conceder perdão e uma nova vida. Se você deseja ter seus pecados perdoados, se deseja estar livre da culpa, se quer ter nova vida em Cristo, se quer conhecer a Deus, e se você sabe que é amada por Ele, sugerimos a seguinte oração:
Querido Deus, eu confesso o meu pecado. Meu aborto foi coisa errada e eu agora venho à Tua presença em busca de perdão e de purificação. Peço que não apenas me perdoes esse pecado, mas que me perdoes todos os pecados de minha vida. Eu aceito que Jesus Cristo é Deus, que Ele morreu na cruz para pagar a penalidade pelos meus pecados, que ressuscitou ao terceiro dia, e que está vivo hoje. Eu O recebo agora como meu Senhor e Salvador. Eu agora aceito o perdão que Tu providenciaste gratuitamente na cruz e que me prometeste na Bíblia. Torna o teu perdão real para mim. Eu peço isso em nome de Jesus. Amém.
Fonte:
Site: palavraprudente.com
Extraído do livro Os Fatos Sobre o Aborto – Respostas da Ciência e da Bíblia Sobre Quando Começa a Vida
Adaptação: Pr. Adelcio Ferreira (semenadoapalavra.net)
Aborto, segundo a Bíblia
No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também, das mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregada com freqüência para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não havia nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também nos informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando "filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra geber para descrever sua concepção: "Foi concebido um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]".
Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente utilizado para traduzir a idéia de um "homem", um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó 3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida ("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros e príncipes.
Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que Deus não faz distinção entre vida em potencial e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja, entre uma criança ainda não nascida no ventre materno em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.
E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário (desde a nidação até as primeiras semanas de vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado" numa miniatura de ser humano.
Sabemos hoje que o embrião é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas. Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).
Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?" Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste". O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer".
O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe". Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão no ventre materno.
Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas 1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como pessoas. Não há outra conclusão possível. Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente, que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".[1]
À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia ensina que, em última análise, as pessoas pertencem a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.
E se você já fez um aborto?
Você já fez um aborto? Onde quer que se encontre, queremos que você saiba que o perdão genuíno e a paz interior são possíveis, e que uma verdadeira libertação do passado pode ser experimentada.
Deus é um Deus perdoador:
"Porém tu [és]... Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em bondade" (Neemias 9.17b).
"Pois tu, SENHOR, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Salmo 86.5).
Aliás, Deus não apenas perdoa, Ele, de fato, "esquece":
"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro" (Isaías 43.25).
Você poderá encontrar perdão agora mesmo simplesmente colocando sua confiança em Jesus Cristo. Você pode confiar nEle, virando as costas para os caminhos que você tem seguido, reconhecendo e confessando seus pecados a Ele, e voltando-se para Cristo com a confiança de que através do Seu poder, Ele haverá de lhe conceder perdão e uma nova vida. Se você deseja ter seus pecados perdoados, se deseja estar livre da culpa, se quer ter nova vida em Cristo, se quer conhecer a Deus, e se você sabe que é amada por Ele, sugerimos a seguinte oração:
Querido Deus, eu confesso o meu pecado. Meu aborto foi coisa errada e eu agora venho à Tua presença em busca de perdão e de purificação. Peço que não apenas me perdoes esse pecado, mas que me perdoes todos os pecados de minha vida. Eu aceito que Jesus Cristo é Deus, que Ele morreu na cruz para pagar a penalidade pelos meus pecados, que ressuscitou ao terceiro dia, e que está vivo hoje. Eu O recebo agora como meu Senhor e Salvador. Eu agora aceito o perdão que Tu providenciaste gratuitamente na cruz e que me prometeste na Bíblia. Torna o teu perdão real para mim. Eu peço isso em nome de Jesus. Amém.
John Ankerberg e John Weldon